Piscicultor atendido pela Emater promove venda de peixe vivo em Marituba

O período da Semana Santa é bastante aguardado pelo piscicultor, Eliecer Reis, atendido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater-Pará). Ele cria tambaqui, pirarucu e tilápia dentro do Sítio Nossa Senhora de Fátima, localizado no bairro Riacho Doce, zona rural do município de Marituba, e com auxílio da Emater, recebe, desde orientações sobre documentação e manejo da terra até técnicas específicas de piscicultura, como alimentação e desenvolvimento dos pescados. 

Nesta terça-feira (31), ele vai promover, com o apoio do Governo do Pará, por meio da Emater, uma feira de peixe vivo. Eliecer vai apresentar sua produtividade. Ele é um exemplo de como a assistência técnica da empresa de ater pública contribui para a transformação de vida de seu público beneficiado.

“Ano passado eu consegui vender em média, cerca de 400 a 500 quilos de peixe, que crio aqui no sítio. Aqui na propriedade conto atualmente com três tanques, sendo cada um dedicado a uma espécie específica para evitar a diversificação excessiva em um espaço limitado. Eu confio muito na Emater, porque eles fazem visitas periódicas, fazem a formalização dos atendimentos e me ajudam bastante, porque a gente vive afastado da cidade e a gente precisa desse auxílio”, disse. 

O chefe do Escritório Local da Emater de Marituba, Jorge Augusto, destacou que o piscicultor já foi beneficiado com a emissão do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que foi retificado pela Emater, assim como encaminhamento para Regularização Fundiária Não Onerosa por ocasião da cooperação técnica da empresa de ater pública e Instituto de Terras do Pará (Iterpa).

“Fizemos também as orientações de organização e planejamento das atividades aquícolas por ele adotadas, além de boas práticas de manejo ligadas à aquicultura. Inserção no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e outros atendimentos, como também atendido nas cadeias de olerícolas, avicultura e meliponicultura”, explicou.

Eliecer produz pirarucu, por ter grande porte e rápido desenvolvimento; tambaqui, um peixe de excelente aceitação comercial e facilidade de venda e tilápia, muito utilizada estrategicamente como peixe forrageiro para auxiliar na criação dos pirarucus, devido à sua alta taxa de reprodução.

“A assistência da Emater para a qualidade do meu peixe é fundamental devido à localização isolada da propriedade, suprindo a carência de profissionais particulares na região. E por ficarmos em uma área afastada, passei a implementar um sistema de delivery e venda direta na propriedade para facilitar o escoamento do meu produto. Ano passado vendi meia tonelada, mas quero ampliar para quem sabe, umas duas toneladas por ano de pescado”, concluiu.

A Emater-Pará atua no fomento à piscicultura, com assistência técnica gratuita para pequenos e médios produtores. O trabalho dos técnicos inclui unidades demonstrativas, manejo adequado, planejamento de produção e facilitação de crédito, assim como apoio na venda dos produtos.

30/03/2026 12h21 - Atualizada em 30/03/2026 16h40
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