Mutirão com Emater habilita assentados da Transamazônica para crédito rural

programa Acelera Ater foi lançado em maio pelo Governo do Pará  


Foto: Jonathas Fernandes

09/06/2026 10h09 - Atualizada em 09/06/2026 14h48
Por Aline Miranda

Nesta quarta-feira (10), em Senador José Porfírio, na Transamazônica, em mutirão na Vila Mocotó, no Pólo 2 do município, o escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) deve emitir mais 30 cadastros nacionais da agricultura familiar (cafs) para que produtores de cacau do assentamento federal Ressaca recebam microcrédito rural.

Estratégia do "Acelera Ater [assistência técnica e extensão rural]", programa pioneiro do Governo do Pará, lançado em maio, a reunião na sede da igreja evangélica Assembleia de Deus Convenção Interestadual das Assembleias de Deus do Seta (Ciadseta) é uma parceria com a Cooperativa Mista Agroindustrial de Agricultores e Técnicos do Xingu  (Coopermat-Xingu) e com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbHa - Cooperação Técnica Alemã, do governo alemão. Participam, também, agentes do Banco da Amazônia (Basa) e credenciados da Caixa Econômica Federal (CEF). 

Por meio de reforços multi-institucionais de atendimento in loco, os agricultores podem assinar na mesma hora contratos individuais de até R$ 15 mil, com liberação direta na conta em no máximo 20 dias.  Além da cultura cacaueira, a prospecção ali é sobre pecuária de leite. 

“Para o agricultor, é uma facilitação imensa, porque lhe basta estar na reunião e apresentar documentação pessoal. A análise de documentos é feita no mutirão e o dinheiro chega em menos de um mês. Na perspectiva do Acelera Ater, isso de verdade acelera os processos, procedimentos e resultados, incentivando o sucesso das cadeias produtivas”, diz o chefe do escritório local da Emater em Senador José Porfírio, Josué Cavalcante, técnico em agropecuária.