emissão de caf em São Sebastião da Boa Vista foca em beneficiários do Bolsa Verde
Foto: Jonathas Fernandes
08/06/2026 10h28 - Atualizada em 08/06/2026 14h52 Por Aline Miranda
Desta terça (9) até quinta-feira (11), o escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em São Sebastião da Boa Vista, no Marajó, participará de um mutirão de atendimento a ribeirinhos assentados da reforma agrária, com foco em quem é beneficiário do programa Bolsa Verde, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
As famílias dos assentamentos federais Comunidade Central, Ilha Caeté e Ilha Umarituba trabalham sobretudo com extrativismo de açaí e pesca artesanal.
Em ação organizada pela empresa de consultoria Pró-Rural e com parceria da Prefeitura, a equipe de campo do Governo do Pará planeja emitir ou atualizar mais de 50 cadastros nacionais da agricultura familiar (cafs) para que os moradores das margens dos rios Juruaçu, Umarituba e Pracuúba Grande mantenham ou iniciem acesso a políticas públicas do segmento, tais qual crédito rural.
Quanto a crédito rural, de acordo com entendimento dos especialistas da Emater, as linhas ideais às atividades tradicionais dali seriam A e B do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os contratos individuais com o Banco da Amazônia (Basa) e Banco do Brasil (BB) podem ultrapassar os R$ 50 mil.
“O papel da Emater neste processo tem sido principalmente de mobilização e prospecção. A partir do caf e da conscientização e transmissão direta de informação sobre as políticas públicas, a Emater coloca-se de portas abertas para efetivação das demandas. Sobre os Bancos, por exemplo, estamos estreitando as conversas, para alinhar logística, metas e resultados”, aponta a chefe do escritório local da Emater em São Sebastião da Boa Vista, Bruna Paula dos Santos, técnica em agropecuária.