Durante a edição 2026 do Festival Internacional de Chocolat Xingu 2026, na noite desta sexta-feira (12), em Altamira, o Governo do Pará, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará, entregou três Licenças Ambientais Rurais (LAR) para agricultores familiares atendidos pela Emater, e também o certificado de marca registrada no Instituto Nacional de Produção Industrial (INPI), à produção de chocolate do agricultor indígena, Nilson Curuaia.
Nilson Curuaia afirmou que o momento é significativo e um avanço para representatividade dos povos indígenas dentro do mercado internacional de chocolate. “Eu procurei a Emater no início deste ano e eles abraçaram o meu sonho. O nome da minha empresa de chocolate leva o nome da minha etnia: Curuaia. E, para mim, é uma honra levar esse nome na minha marca de ‘Bombons Curuaia’ para o mundo inteiro”, disse.
Ele recebeu o certificado das mãos do presidente Joniel Abreu e contou um pouco da trajetória no campo. “Era um sonho antigo que eu tinha, porque eu tinha medo de alguém ‘de fora’ pegar a minha marca de chocolates. Foi quando eu fui até a Emater e fui muito bem recebido pela equipe. Eu estou me sentindo muito feliz mesmo. Hoje essa patente é minha e ninguém pode tirar de mim”, afirmou.
Atuação que transforma a vida no campo
Desde 1997, Oziel dos Santos, agricultor familiar, é atendido pela Emater. Na época, ele morava e trabalhava em São Félix do Xingu e recebeu, segundo ele, o primeiro financiamento do município com um projeto de financiamento para melhoria na qualidade de produção de cacau. Na atual programação do Chocolat Festival 2026, ele recebeu a licença ambiental rural.
“Eu trabalho com cacau, gado leiteiro e gado de corte, em Senador José Porfírio. Eu recebi minha LAR e isso, para mim, significa mais um grande passo para o agricultor comprovar que está devidamente licenciado e poder acessar o crédito rural. O primeiro financiamento que recebi foi em 1997, quando eu ainda morava em São Félix do Xingu. Na época, nem tinha escritório (da Emater) na nossa cidade. Era a equipe de outra cidade que fazia os projetos para a gente. Quando inaugurou em São Félix, meu pai foi atrás e conseguiu o nosso primeiro financiamento. Então, a Emater é nossa parceira desde essa época”, comentou.
Ação além do campo
O supervisor regional da Emater em Altamira, Júlio Albuquerque, afirma que a participação da Emater durante a programação do Festival, no estande institucional do Governo do Pará, apresenta as atividades realizadas pela empresa de ater pública e oferece inclusive degustação de licores de cacau. Além disso, a equipe da Emater participa da programação técnica do evento.
“Nós estamos participando do Fórum Estadual da Cacauicultura, com debates sobre a produção de cacau, genética, inovações tecnológicas, novidades de mercado, entre outros temas voltados à cafeicultura sustentável. Já apresentamos nossa pesquisa feita pelo nosso extensionista rural de Medicilândia, Sidevaldo Santana, também realizamos as entregas de LAR para os agricultores, que também é um das chaves que abrem portas para acesso a financiamentos e políticas públicas, além de regularização ambiental. Também fizemos uma importante entrega ao indígena Nilson Curuaia, que, com o apoio da Emater, recebeu o registro de marca dos bombons de chocolates finos dele”, afirmou.
Serviço:
O Festival Internacional do Cacau e do Chocolate está sendo realizado no Centro de Convenções Vilmar Soares, em Altamira. O acesso ao público é a partir das 14h e é totalmente gratuito.
A programação reúne produtores rurais, agricultores familiares, empreendedores e chefs de cozinha paraenses para promover a cadeia produtiva do cacau no estado. São mais de 100 expositores de Altamira, Belém, Medicilândia, Brasil Novo, Placas, Vitória do Xingu, Anapu, Uruará, Novo Repartimento, Barcarena e Santarém.
13/06/2026 13h21 - Atualizada em 13/06/2026 14h51 Por